Teste sobre Traumatismo Uretral Posterior

Traumatismo Uretral Posterior: Guia Completa para Estudantes

Pergunta 1 de 50%

A uretroscopia é indicada como método de diagnóstico inicial para uma lesão de uretra posterior em homens.

Teste: Uretra posterior, Traumatismos geniturinários, Tratamento de lesões uretrais

20 perguntas

Pergunta 1: A uretroscopia é indicada como método de diagnóstico inicial para uma lesão de uretra posterior em homens.

A. Sim

B. Não

Explicação: A uretroscopia não é indicada para o diagnóstico inicial de lesões de uretra posterior em homens, embora seja essencial em mulheres associada à uretrografia retrógrada.

Pergunta 2: De acordo com a classificação de Colapinto e cols. para as lesões de uretra posterior, qual dos seguintes padrões uretrográficos descreve uma lesão Tipo 2?

A. O contraste não chega à bexiga, há extravasamento em nível pélvico e perineal.

B. Não há extravasamento de contraste e há alongamento da uretra posterior.

C. O contraste pode chegar até a bexiga (em rupturas incompletas), mas há extravasamento em nível da pelve sobre o diafragma urogenital.

D. Extravasamento de contraste exclusivamente em nível escrotal.

Explicação: A classificação de Colapinto e cols. descreve o Tipo 2 como uma ruptura parcial ou completa acima do diafragma urogenital, onde o contraste pode chegar até a bexiga (em rupturas incompletas), mas há extravasamento em nível da pelve sobre o diafragma urogenital. A opção A corresponde ao Tipo 3, a opção B ao Tipo 1, e a opção D não é mencionada na classificação.

Pergunta 3: O risco de sofrer uma lesão uretral posterior é maior em uma fratura de Malgaigne do que em uma fratura de asas de borboleta isolada.

A. Sim

B. Não

Explicação: De acordo com a Tabela 3, a fratura de Malgaigne tem uma razão de chances (ODDS ratio) de lesão de uretra posterior de 3,4, enquanto a fratura de asas de borboleta tem uma razão de chances (ODDS ratio) de 3,85. Portanto, o risco é menor na fratura de Malgaigne do que na de asas de borboleta isolada.

Pergunta 4: No caso da uretra membranosa, o cisalhamento ocorre principalmente pela tração dos ligamentos pubo-prostáticos.

A. Sim

B. Não

Explicação: O mecanismo de lesão mais frequente na uretra membranosa é o cisalhamento produzido pela aponeurose perineal média ou diafragma urogenital devido à fratura com deslocamento do arco pubiano. A uretra prostática é a que costuma ser afetada pela tração dos ligamentos pubo-prostáticos ou fragmentos ósseos.

Pergunta 5: De acordo com os materiais de estudo, qual das seguintes afirmações descreve corretamente uma pelve estável e sua relação com o risco de lesão uretral?

A. Uma pelve estável é aquela que não sofreu nenhum tipo de fratura, garantindo um risco mínimo de lesão uretral.

B. Uma pelve estável pode suportar as forças fisiológicas sem se deformar, e quando os ramos ísquio-pubianos estão íntegros, o risco de lesão uretral é mínimo.

C. A instabilidade pélvica não é um fator prognóstico importante para a evolução do paciente com lesão uretral associada.

D. As fraturas em asa de borboleta e a fratura de Malgaigne são exemplos de pelves estáveis com baixo risco de lesão uretral.

Explicação: Os materiais de estudo definem a pelve estável como aquela que pode suportar as forças fisiológicas sem se deformar. Além disso, menciona-se que, se os ramos ísquio-pubianos estiverem íntegros, o risco de lesão uretral é mínimo. As outras opções contradizem diretamente a informação fornecida, já que a instabilidade é um fator prognóstico importante e as fraturas em asa de borboleta e de Malgaigne estão frequentemente associadas à lesão uretral.