Resumo de Manejo da Primeira Crise Convulsiva

Manejo da Primeira Crise Convulsiva: Guia Essencial e SEO

Introdução

As convulsões são manifestações clínicas transitórias devidas a uma atividade elétrica anormal, excessiva ou síncrona em um grupo de neurônios cerebrais. A epilepsia é um transtorno caracterizado pela predisposição do cérebro a gerar convulsões recorrentes e pelas consequências neurobiológicas, cognitivas e psicossociais dessa condição.

Definição: Uma convulsão é uma alteração clínica devida a descargas elétricas neuronais anormais; a epilepsia é a tendência a apresentar convulsões recorrentes.

Classificação básica e conceitos-chave

Convulsões Focais vs. Generalizadas

  • Convulsões Focais: começam em uma região cerebral específica. Podem produzir sinais motores, sensoriais, autonômicos ou alteração do nível de consciência se se generalizarem.
  • Convulsões Generalizadas: afetam desde o início ambos os hemisférios cerebrais, p. ex. tônico-clônicas generalizadas.

Definição: Convulsão focal: atividade elétrica anormal que se origina em um foco cerebral. Convulsão generalizada: atividade que envolve ambos os hemisférios desde o início.

Estado Epiléptico

  • Propõe-se definir como uma convulsão com duração > 5 minutos ou convulsões recorrentes sem recuperação do estado basal entre elas.

Definição: Estado epiléptico: convulsão prolongada ou série de convulsões sem recuperação, que requer tratamento urgente.

Avaliação Inicial e Exames Complementares

EEG ambulatorial

  • Indicado quando a avaliação clínica e o EEG padrão não são conclusivos.

Neuroimagem

  • Ressonância Magnética (RM): técnica de escolha após uma primeira crise convulsiva, especialmente se houver: crises convulsivas focais, persistência de alteração do estado mental, traumatismo craniano recente, câncer ou infecção por HIV.
  • Tomografia Computadorizada (TC): optar por TC em casos de: situação clínica de urgência (p. ex. traumatismo cranioencefálico), contraindicação para RM, falta de recursos para RM, ou pessoa que não se recupera do estado pós-ictal após 1 hora.

Tabela comparativa: RM vs TC

CaracterísticaRMTC
Sensibilidade para lesões estruturaisAltaModerada
Uso em urgênciasLimitadoAdequado
ContraindicaçõesImplantes elétricos, claustrofobiaPoucas
Recomendado quandoEstudo de primeira escolhaSe urgência ou impossibilidade de RM

Manejo Imediato da Crise Convulsiva (primeiros 5 minutos)

Cuidados durante a fase ictal (primeiros 5 minutos):

  1. Manter a calma.
  2. Posicionar o paciente em decúbito lateral, garantindo espaço ao redor.
  3. Controlar a via aérea.
  4. Não colocar objetos na boca.
  5. Medir a duração da crise convulsiva.
  6. Remover órteses, quando aplicável.

Você sabia que uma crise convulsiva que dura mais de 5 minutos geralmente é considerada estado de mal epiléptico e requer intervenção farmacológica urgente?

Tratamento Farmacológico Inicial (5–20 minutos desde o início)

  • As benzodiazepinas são a primeira escolha.
    1. Lorazepam ou diazepam por via intravenosa.
    2. Diazepam retal ou midazolam por via intramuscular ou intranasal.
  • Efeito adverso principal: depressão respiratória; ocorre com menor frequência em crianças do que em adultos.

Definição: Fase inicial da terapia para controle do estado de mal epiléptico: tratamento farmacológico administrado entre 5 e 20 minutos do início.

Fase Secundária (após controle inicial)

  • O tratamento deve continuar sob a responsabilidade de pessoal qualificado em níveis de atenção superiores.
  • Medicamentos da fase secundária (via IV): fenitoína, fosfenitoína, fenobarbital, ácido valproico e levetiracetam.

Tabela: Benzodiazepinas e antiepilépticos de segunda linha

FaseMedicamentos frequentesVia
Inicial (primeira escolha)Lorazepam, diazepam, midazolamIV, retal, IM, intranasal
SecundáriaFenitoína, fosfenitoína, fenobarbital, ácido valproico, levetiracetamIV

Início do tratamento anticonvulsivante após a primeira crise

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Convulsões e Epilepsia

Klíčové pojmy: Convulsión focal: inicio en una región cerebral específica, Estado epiléptico: convulsión > $5$ minutos o sin recuperación entre crisis, RM es primera elección tras primera convulsión salvo urgencia, TC indicada si urgencia, contraindicación para RM o no recuperación postictal > 1 h, Medidas iniciales (0–5 min): decúbito lateral, vía aérea, no objetos en boca, Benzodiacepinas (lorazepam, diazepam, midazolam) son primera línea 5–20 min, Fármacos de fase secundaria IV: fenitoína, fosfenitoína, fenobarbital, ácido valproico, levetiracetam, Evitar iniciar antiepilépticos tras primera crisis salvo factores de riesgo, Factores que justifican iniciar tratamiento: lesión cerebral previa, crisis focales, EEG o imagen anormal, Fenitoína puede agravar ausencias; carbamazepina/oxcarbazepina exacerban ausencias/mioclonías

## Introdução As convulsões são manifestações clínicas transitórias devidas a uma atividade elétrica anormal, excessiva ou síncrona em um grupo de neurônios cerebrais. A epilepsia é um transtorno caracterizado pela predisposição do cérebro a gerar convulsões recorrentes e pelas consequências neurobiológicas, cognitivas e psicossociais dessa condição. > Definição: Uma convulsão é uma alteração clínica devida a descargas elétricas neuronais anormais; a epilepsia é a tendência a apresentar convulsões recorrentes. ## Classificação básica e conceitos-chave ### Convulsões Focais vs. Generalizadas - **Convulsões Focais**: começam em uma região cerebral específica. Podem produzir sinais motores, sensoriais, autonômicos ou alteração do nível de consciência se se generalizarem. - **Convulsões Generalizadas**: afetam desde o início ambos os hemisférios cerebrais, p. ex. tônico-clônicas generalizadas. > Definição: Convulsão focal: atividade elétrica anormal que se origina em um foco cerebral. Convulsão generalizada: atividade que envolve ambos os hemisférios desde o início. ### Estado Epiléptico - Propõe-se definir como uma convulsão com duração > 5 minutos ou convulsões recorrentes sem recuperação do estado basal entre elas. > Definição: Estado epiléptico: convulsão prolongada ou série de convulsões sem recuperação, que requer tratamento urgente. ## Avaliação Inicial e Exames Complementares ### EEG ambulatorial - Indicado quando a avaliação clínica e o EEG padrão não são conclusivos. ### Neuroimagem - **Ressonância Magnética (RM)**: técnica de escolha após uma primeira crise convulsiva, especialmente se houver: crises convulsivas focais, persistência de alteração do estado mental, traumatismo craniano recente, câncer ou infecção por HIV. - **Tomografia Computadorizada (TC)**: optar por TC em casos de: situação clínica de urgência (p. ex. traumatismo cranioencefálico), contraindicação para RM, falta de recursos para RM, ou pessoa que não se recupera do estado pós-ictal após 1 hora. Tabela comparativa: RM vs TC | Característica | RM | TC | |---|---:|---:| | Sensibilidade para lesões estruturais | Alta | Moderada | | Uso em urgências | Limitado | Adequado | | Contraindicações | Implantes elétricos, claustrofobia | Poucas | | Recomendado quando | Estudo de primeira escolha | Se urgência ou impossibilidade de RM | ## Manejo Imediato da Crise Convulsiva (primeiros 5 minutos) Cuidados durante a fase ictal (primeiros 5 minutos): 1. Manter a calma. 2. Posicionar o paciente em decúbito lateral, garantindo espaço ao redor. 3. Controlar a via aérea. 4. Não colocar objetos na boca. 5. Medir a duração da crise convulsiva. 6. Remover órteses, quando aplicável. Você sabia que uma crise convulsiva que dura mais de 5 minutos geralmente é considerada estado de mal epiléptico e requer intervenção farmacológica urgente? ### Tratamento Farmacológico Inicial (5–20 minutos desde o início) - As benzodiazepinas são a primeira escolha. 1. **Lorazepam** ou **diazepam** por via intravenosa. 2. **Diazepam retal** ou **midazolam** por via intramuscular ou intranasal. - Efeito adverso principal: depressão respiratória; ocorre com menor frequência em crianças do que em adultos. > Definição: Fase inicial da terapia para controle do estado de mal epiléptico: tratamento farmacológico administrado entre 5 e 20 minutos do início. ### Fase Secundária (após controle inicial) - O tratamento deve continuar sob a responsabilidade de pessoal qualificado em níveis de atenção superiores. - Medicamentos da fase secundária (via IV): fenitoína, fosfenitoína, fenobarbital, ácido valproico e levetiracetam. Tabela: Benzodiazepinas e antiepilépticos de segunda linha | Fase | Medicamentos frequentes | Via | |---|---:|---:| | Inicial (primeira escolha) | Lorazepam, diazepam, midazolam | IV, retal, IM, intranasal | | Secundária | Fenitoína, fosfenitoína, fenobarbital, ácido valproico, levetiracetam | IV | ## Início do tratamento anticonvulsivante após a primeira crise -