Resumo de Espondilite Anquilosante: Diagnóstico e Tratamento

Espondilite Anquilosante: Diagnóstico e Tratamento em Português

Introdução

A espondilite anquilosante (EA) é uma doença inflamatória crônica sistêmica de etiologia desconhecida que afeta principalmente o esqueleto axial (coluna vertebral e articulações sacroilíacas) e as ênteses. Está fortemente associada ao antígeno HLA–B27 e pode apresentar manifestações periféricas e extra-articulares que condicionam o prognóstico e o manejo.

Definição: A espondilite anquilosante é uma espondiloartrite inflamatória crônica que causa dor lombar inflamatória, sacroiliíte e acometimento estrutural progressivo da coluna vertebral.

Epidemiologia e curso clínico

  • Predomina em homens com uma relação homem:mulher aproximada de 3:1.
  • Início habitual na adolescência ou em adultos jovens, principalmente entre os 25 e 30 anos; no México, a maioria inicia entre 15 e 25 anos.
  • Curso crônico, com períodos de exacerbação e remissão; a progressão costuma ser mais intensa nos primeiros 10 anos e pode manter-se ativa por décadas.

Definição: Sacroileíte é a inflamação da articulação sacroilíaca, com dor e exames de imagem compatíveis.

Fatores associados a pior prognóstico

  • Sexo masculino
  • Idade precoce ao início da doença
  • Presença de artrite periférica
  • Tabagismo
  • Baixo nível educacional ou situação socioeconômica desfavorável
  • Atividade física extrema ou inadequada (muito intensa ou muito escassa)
  • Reagentes de fase aguda persistentemente elevados

Manifestações clínicas

  • Dor lombar inflamatória (melhora com exercício, piora em repouso e noturna)
  • Rigidez matinal e perda progressiva da mobilidade espinhal
  • Artrite periférica (aprox. 40% dos pacientes), especialmente quadril, joelho e articulações do pé
  • Entesite (inflamação nas inserções tendíneas/ligamentares)
  • Manifestações extra-articulares: uveíte anterior não granulomatosa, acometimento intestinal inespecífico (íleo, jejuno, cólon), arritmias e valvulopatia aórtica

Fisiopatologia (resumo acessível)

  • Predisposição genética: associação com HLA–B27.
  • Inflamação das articulações sacroilíacas e da coluna (espondilite) que leva à erosão óssea seguida de reparação óssea e formação de sindesmofitos e anquilose.
  • Alterações inflamatórias detectáveis por ressonância magnética (RM) e ultrassom.

Você sabia que a formação de sindesmofitos pode reduzir a mobilidade espinhal e aumentar o risco de fraturas vertebrais devido à rigidez e alterações estruturais?

Diagnóstico

Critérios e Exame Clínico

  • Os critérios de Nova York modificados são recomendados para o diagnóstico (apesar das limitações no diagnóstico precoce).
  • Avaliação clínica: inspeção e palpação da coluna cervical, dorsal e lombar; avaliação do tônus muscular paravertebral; pesquisa de tumefação ou deformidades.

Avaliação da mobilidade da coluna vertebral (testes recomendados)

  • Teste de Schöber modificado
  • Distância dedo-chão
  • Flexão lateral lombar
  • Expansão torácica
  • Occipício-parede
  • Rotação cervical

Definição: Schöber modificado é uma medida da mobilidade lombar que quantifica a flexão anterior da coluna lombar.

Instrumentos clínicos

  • BASDAI (Bath Ankylosing Spondylitis Disease Activity Index): avaliar a atividade da doença e a resposta ao tratamento.
  • BASFI (Bath Ankylosing Spondylitis Functional Index): primeira opção para avaliar a função.

Exames de imagem

  • Radiografia: detecta alterações estruturais tardias (sacroiliíte crônica, sindesmofitos, anquilose).
  • Ressonância magnética (RM): identifica lesões inflamatórias ativas e permite o acompanhamento da atividade inflamatória.

Tratamento: abordagem geral

O manejo ideal combina medidas farmacológicas e não farmacológicas. O objetivo é reduzir a dor, controlar a inflamação, preservar a função e prevenir deformidades.

Tratamentos não farmacológicos

  • Programas de fisioterapia focados na mobilidade espinhal e no fortalecimento
  • Educação do paciente sobre ergonomia e exercícios
  • Evitar o tabagismo e promover atividade física
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Espondilite Anquilosante - Guia

Klíčové pojmy: EA afecta principalmente columna y sacroiliacas, Asociación fuerte con HLA–B27, Inicio en adultos jóvenes, progresión más intensa en primeros 10 años, Dolor lumbar inflamatorio mejora con ejercicio, Evaluar movilidad con Schöber modificado y distancia dedo-suelo, AINE son tratamiento de primera línea, probar 2 AINE distintos por 3 meses, Sulfasalazina 2–3 g/día por 3 meses en afectación periférica, Usar BASDAI para actividad y BASFI para función, RM identifica inflamación activa y seguimiento, Considerar factores de mal pronóstico: tabaquismo, edad temprana, artritis periférica, Definir falta de respuesta en periférica a los 3–4 meses con valoración global ≥4, Combinar tratamientos farmacológicos y no farmacológicos

## Introdução A **espondilite anquilosante (EA)** é uma doença inflamatória crônica sistêmica de etiologia desconhecida que afeta principalmente o esqueleto axial (coluna vertebral e articulações sacroilíacas) e as ênteses. Está fortemente associada ao antígeno HLA–B27 e pode apresentar manifestações periféricas e extra-articulares que condicionam o prognóstico e o manejo. > **Definição:** A espondilite anquilosante é uma espondiloartrite inflamatória crônica que causa dor lombar inflamatória, sacroiliíte e acometimento estrutural progressivo da coluna vertebral. ## Epidemiologia e curso clínico - Predomina em homens com uma relação homem:mulher aproximada de **3:1**. - Início habitual na adolescência ou em adultos jovens, principalmente entre os **25 e 30 anos**; no México, a maioria inicia entre **15 e 25 anos**. - Curso crônico, com períodos de exacerbação e remissão; a progressão costuma ser mais intensa nos primeiros **10 anos** e pode manter-se ativa por décadas. > **Definição:** Sacroileíte é a inflamação da articulação sacroilíaca, com dor e exames de imagem compatíveis. ### Fatores associados a pior prognóstico - Sexo masculino - Idade precoce ao início da doença - Presença de artrite periférica - Tabagismo - Baixo nível educacional ou situação socioeconômica desfavorável - Atividade física extrema ou inadequada (muito intensa ou muito escassa) - Reagentes de fase aguda persistentemente elevados ## Manifestações clínicas - Dor lombar inflamatória (melhora com exercício, piora em repouso e noturna) - Rigidez matinal e perda progressiva da mobilidade espinhal - Artrite periférica (aprox. 40% dos pacientes), especialmente quadril, joelho e articulações do pé - Entesite (inflamação nas inserções tendíneas/ligamentares) - Manifestações extra-articulares: uveíte anterior não granulomatosa, acometimento intestinal inespecífico (íleo, jejuno, cólon), arritmias e valvulopatia aórtica ## Fisiopatologia (resumo acessível) - Predisposição genética: associação com **HLA–B27**. - Inflamação das articulações sacroilíacas e da coluna (espondilite) que leva à erosão óssea seguida de reparação óssea e formação de sindesmofitos e anquilose. - Alterações inflamatórias detectáveis por ressonância magnética (RM) e ultrassom. Você sabia que a formação de sindesmofitos pode reduzir a mobilidade espinhal e aumentar o risco de fraturas vertebrais devido à rigidez e alterações estruturais? ## Diagnóstico ### Critérios e Exame Clínico - Os **critérios de Nova York modificados** são recomendados para o diagnóstico (apesar das limitações no diagnóstico precoce). - Avaliação clínica: inspeção e palpação da coluna cervical, dorsal e lombar; avaliação do tônus muscular paravertebral; pesquisa de tumefação ou deformidades. ### Avaliação da mobilidade da coluna vertebral (testes recomendados) - Teste de **Schöber modificado** - Distância dedo-chão - Flexão lateral lombar - Expansão torácica - Occipício-parede - Rotação cervical > **Definição:** Schöber modificado é uma medida da mobilidade lombar que quantifica a flexão anterior da coluna lombar. ### Instrumentos clínicos - **BASDAI** (Bath Ankylosing Spondylitis Disease Activity Index): avaliar a atividade da doença e a resposta ao tratamento. - **BASFI** (Bath Ankylosing Spondylitis Functional Index): primeira opção para avaliar a função. ### Exames de imagem - Radiografia: detecta alterações estruturais tardias (sacroiliíte crônica, sindesmofitos, anquilose). - **Ressonância magnética (RM):** identifica lesões inflamatórias ativas e permite o acompanhamento da atividade inflamatória. ## Tratamento: abordagem geral O manejo ideal combina medidas farmacológicas e não farmacológicas. O objetivo é reduzir a dor, controlar a inflamação, preservar a função e prevenir deformidades. ### Tratamentos não farmacológicos - Programas de fisioterapia focados na mobilidade espinhal e no fortalecimento - Educação do paciente sobre ergonomia e exercícios - Evitar o tabagismo e promover atividade física