Resumo de Definição Universal do Infarto do Miocárdio
Definição Universal do Infarto do Miocárdio: Guia Completo
Introdução
Breve revisão focada nas complicações e nos procedimentos relacionados ao infarto do miocárdio periprocedimento (ICP/CABG) e outras intervenções cardíacas e não cardíacas: quando considerar que há um infarto do miocárdio (IM) relacionado a um procedimento, como classificar a trombose do stent e a reestenose periprocedimento, e critérios práticos para identificar IM tipo 4a/4b/4c e tipo 5. São destacados critérios analíticos e auxiliares utilizados nas diretrizes para distinguir o dano miocárdico esperado do IM verdadeiro provocado por complicações.
Conceitos-chave detalhados
Definições relacionadas a procedimentos coronarianos
Definição: IM tipo 4a — infarto associado à intervenção coronariana percutânea (ICP) quando há elevação significativa de troponina e evidência adicional de isquemia relacionada ao procedimento.
Definição: IM tipo 4b — IM por trombose de stent documentada por angiografia ou autópsia.
Definição: IM tipo 4c — IM relacionado com reestenose do stent ou reestenose após angioplastia com balão, com critérios de biomarcadores e ausência de outra lesão culpada.
Definição: IM tipo 5 — IM relacionado com cirurgia de revascularização do miocárdio (CABG), associado à elevação de troponinas e evidência auxiliar de isquemia ou dano novo.
Limiares de biomarcadores aplicados
- Para IM relacionado com ICP (tipo 4a): elevação de troponina pós-procedimento > 5 vezes o percentil 99 do limite superior de referência (LSR) em pacientes com valor basal normal. Se o valor basal estiver elevado, mas estável (variação ≤ 20%) ou em declínio, deve haver um aumento > 20% e o valor absoluto deve atingir pelo menos 5 vezes o percentil 99.
- Para IM relacionado com CABG (tipo 5): elevação de troponina > 10 vezes o percentil 99 do LSR em pacientes com valores basais normais; se basal elevado, mas estável ou em declínio, deve aumentar > 20% e permanecer > 10 vezes o percentil 99.
Nota prática: os limiares são arbitrários e são mantidos porque não há evidência sólida que proponha valores melhores universalmente aplicáveis.
Critérios auxiliares necessários
Além do aumento de troponina, deve ser cumprido pelo menos um dos seguintes (conforme o contexto):
- Novas alterações isquêmicas no ECG (segmento ST, novas ondas Q relevantes, padrões específicos como elevação de ST com depressão recíproca).
- Aparecimento de novas ondas Q patológicas independentes (podem validar IM tipo 4 ou 5 se troponinas altas e crescentes).
- Evidência por imagem de nova perda de viabilidade miocárdica ou novas anomalias regionais da motilidade da parede com padrão isquêmico.
- Achados angiográficos compatíveis com complicação periprocedimento que limite o fluxo (dissecção coronariana, oclusão de uma artéria epicárdica maior, trombo/oclusão de ramo lateral, embolização distal, oclusão do enxerto em CABG).
- Demonstração post mortem de trombo relacionado ao procedimento ou área circunscrita de necrose macroscópica.
Temporalidade na trombose de stent (IM tipo 4b)
Classificação conforme o momento desde a ICP:
- Aguda: $0$–$24,\mathrm{h}$
- Subaguda: $>24,\mathrm{h}$–$30,\mathrm{d}$
- Tardía: $>30,\mathrm{d}$–$1,\mathrm{ano}$
- Muito tardia: $>1,\mathrm{ano}$ após o implante
Reestenose (IM tipo 4c)
- Define-se quando a reestenose (focal ou difusa) é a única explicação angiográfica do IM no território do infarto, com elevação de troponina acima do percentil 99 e cumprindo critérios similares ao IM tipo 1.
Dano miocárdico e cirurgia (CABG)
- A cirurgia produz elevações de troponina com frequência por dano traumático, isquemia perioperatória e preservação miocárdica; o dano é mais habitual do que na ICP.
- A relação entre concentração e AUC de troponinas e massa lesionada (por RM) é linear, embora varie conforme a técnica cirúrgica, o tipo de cardioplegia e o ensaio de troponina empregado.
- Um aumento importante de troponina nas primeiras $48,\mathrm{h}$ após CABG, mesmo sem outros achados, tem grande valor
Já tem uma conta? Entrar
Complicações e procedimentos IM
Klíčové pojmy: IAM tipo 4a: troponina >5× percentil 99 após ICP com a necessidade de pelo menos um critério auxiliar, IAM tipo 4b: trombose de stent documentada por angiografia ou autópsia; indicar a temporalidade, IAM tipo 4c: IAM por reestenose quando é a única explicação angiográfica, IAM tipo 5: troponina >10× percentil 99 após CABG mais critério auxiliar, Se a troponina basal estiver elevada, mas estável (≤20%), é necessário um aumento >20% e atingir o limiar absoluto, ARC-2 propõe troponina ≥35× percentil 99 para IAM periprocedimento e ≥70× para dano significativo, Em CABG, a elevação da troponina nas primeiras 48 h tem alto valor prognóstico mesmo sem outros sinais, Em cirurgia não cardíaca, o IAM perioperatório pode ser silencioso, mas tem o mesmo risco que o sintomático