Resumo de Bioquímica da Germinação de Sementes
Bioquímica da Germinação de Sementes: Guia Completo
Introdução
As reservas de sementes são compostos acumulados durante a maturação que fornecem energia e matéria-prima para o desenvolvimento inicial da plântula. Em sementes oleaginosas, cereais e leguminosas, essas reservas incluem lipídios (triacilgliceróis), amido e proteínas de reserva, que são sintetizadas, armazenadas e posteriormente mobilizadas durante as primeiras etapas da vida da planta.
Definição: As reservas de sementes são compostos orgânicos armazenados em órgãos de reserva (endosperma, cotilédones) que sustentam o crescimento do embrião e da plântula até que esta possa realizar fotossíntese.
Síntese e armazenamento de proteínas de reserva
Mecanismos e localização
- Síntese: O processo de síntese proteica é comum em cereais e leguminosas, mas a localização de depósito varia.
- Proteínas de alto peso molecular e prolaminas: sintetizadas no lúmen do retículo endoplasmático (RE) e armazenadas em corpos proteicos do endosperma ou cotilédones.
- Proteínas solúveis: podem ser sintetizadas no citosol e armazenadas ali.
Definição: Prolaminas — família de proteínas ricas em prolina e glutamina típicas de cereais, solúveis em álcool e armazenadas em corpos proteicos.
Consequências do enchimento e maturação
- Ao final do período de enchimento do grão, as reservas (proteínas, amido, óleos) ocupam o espaço celular e limitam a síntese adicional porque ocluem as células.
Maturação de sementes
- Caracterizada por: perda de água, diminuição da atividade enzimática e redução do consumo de O$_2$.
- O teor de água em grãos secos armazenados geralmente é inferior a 12%.
- Embora a atividade metabólica diminua, as membranas se mantêm intactas; as organelas permanecem inativas até a embebição que inicia a germinação.
Definição: Maturação de sementes — estágio final do desenvolvimento onde a semente reduz seu teor hídrico, estabiliza suas reservas e adquire tolerância ao armazenamento.
Catabolismo de Carboidratos de Reserva
Tipos de Reservas e Vias de Degradação
- Reserva mais comum: amido.
- Duas vias de degradação do amido: via hidrolítica e via fosforolítica.
Via Hidrolítica (Amilases e Desramificantes)
- α-amilase: quebra ligações glicosídicas α(1-4) aleatoriamente dentro do polissacarídeo, gerando oligossacarídeos e dextrina limite (não quebra α(1-6)).
- β-amilase: atua a partir da extremidade não redutora para liberar maltose; requer oligômeros formados previamente pela α-amilase.
- Enzima desramificante: hidrolisa ligações α(1-6) da dextrina limite para permitir a completa degradação da amilopectina.
- α-glicosidase: converte maltose em 2 moléculas de glicose; quebra a ligação α(1-4) entre a penúltima e a última unidade glicosil, contando a partir da extremidade não redutora.
Definição: Dextrina limite — fragmento de amilopectina com ligações α(1-6) que resistem à ação da α-amilase e requerem uma enzima desramificante.
Via Fosforolítica
- Fosforilase: cliva ligações glicosídicas a partir da extremidade não redutora, incorporando um grupo fosfato para formar glicose-1-fosfato (Glic-1-P).
- A contribuição relativa de amilases vs. fosforilases varia por espécie: em cereais, a fosforilase é pouco ativa, enquanto em leguminosas sua atividade é elevada.
Definição: Fosforólise — reação catalisada por fosforilases que libera unidades de glicose como glicose-1-fosfato em vez de glicose livre.
Conversão a Sacarose
- Os produtos finais da hidrólise do amido são transportados como sacarose para a radícula e o caule da plântula em desenvolvimento.
- Rota a partir da glicose liberada por hidrólise:
- Glicose fosforilada a Glic-6-P.
- Isomerização de Glic-6-P a Glic-1-P.
- Formação de UDP-Glic combinando Glic-1-P com UTP.
- Transferência da glicose de UDP-Glic para Fru-6-P para formar Sacarose-P e finalmente sacarose.
Definição: UDP-Glic — uridina difosfato glicose, nucleotídeo-açúc
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Reservas de sementes
Klíčové pojmy: Reservas: lípidos, proteínas, almidón, Proteínas de reserva: síntesis en RE o citosol y depósito en cuerpos proteicos o citosol, Maduración: pérdida de agua <12% y disminución de actividad enzimática, Almidón: degradación por vía hidrolítica y fosforolítica, α-amilasa corta α(1-4) internamente, no rompe α(1-6), β-amilasa actúa desde extremo no reductor liberando maltosa y requiere oligómeros, Enzima desramificante necesaria para α(1-6) en amilopectina, Fosforilasa produce Glu-1-P; elevada en leguminosas, baja en cereales, Conversión a sacarosa via Glu-6-P → Glu-1-P → UDP-Glc → Sacarosa-P, En cereales la aleurona y escutelo sintetizan enzimas para movilización, En cebada β-glucanasas degradan paredes para permitir acceso al almidón, Aplicación: malteado usa regulación hormonal y enzimas para producir azúcares