Resumo de Tomografia Computadorizada de Coluna e Abdome

Tomografia Computadorizada de Coluna e Abdome: Guia SEO

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Introdução

A traumatologia da coluna estuda as lesões que afetam a coluna vertebral por mecanismos traumáticos e sua repercussão na estabilidade vertebral e no conteúdo neurológico. Este material se concentra na coluna cervical e dorsal, abordando padrões de fratura, mecanismos de lesão, protocolos de imagem (especialmente TC) e considerações práticas para o estudo e o laudo radiológico.

Definição: A traumatologia da coluna é o conjunto de lesões ósseas e de partes moles da coluna vertebral causadas por forças externas que comprometem a arquitetura e/ou a integridade neurológica.

Organização do Conteúdo

  • Lesões Cervicais: Mecanismos e Padrões (flexocompressiva, subluxação rotatória, C1–C2)
  • Técnicas de Aquisição e Reconstrução em TC Cervicodorsal
  • Lesões Dorsais: Fraturas por Compressão e Considerações Biomecânicas
  • Fraturas Específicas do Complexo C1–C2: Jefferson, Odontoide, do Enforcado
  • Pontos Técnicos e Recomendações Práticas

Lesões cervicais: conceitos-chave

Flexocompressiva

  • Mecanismo: hiperflexão brusca com comprometimento do muro posterior por irrupção óssea, separação articular e luxofratura.
  • Consequência: lesão altamente instável; compressão medular que pode resultar em tetraplegia.

Definição: Flexocompressiva — lesão por hiperflexão que gera esmagamento anterior do corpo vertebral e possível explosão do muro posterior, com risco medular.

Subluxação rotatória C1–C2

  • Clínica: perda de congruência articular entre C1 e C2, rotação dolorosa e fixação do pescoço.
  • Imagem: luxação das massas laterais de C1 sobre as superfícies articulares de C2.

Dados clínicos importantes

  • Sempre manter colar cervical até que se descarte instabilidade por imagem ou decisão clínica.
  • Em pacientes pediátricos, diferenciar núcleos de ossificação de linhas de fratura.

Protocolo técnico: aquisição cervical (TC)

Preparação e posicionamento

  • Posição: decúbito dorsal, cabeça para o gantry, braços estendidos ao lado do corpo ou acima da cabeça; mento levemente elevado para abrir os espaços intervertebrais.
  • Topograma: crânio-caudal a partir da glabela; o lateral é fundamental para avaliar até C7.

Parâmetros sugeridos

  • Topograma: 100–120 kVp, 30–40 mA (preferir 100 kVp, se houver necessidade de escolha).
  • Varredura: cobertura desde os rochedos (ossos temporais/petrous) até T1.
  • Exposição: 100–120 kVp e 150–180 mA com modulação de dose; atenção à transição entre C5–C6–C7 e T1 devido à perda de sinal.
  • Se o paciente for corpulento e C7 não for visualizado, ampliar o FOV caudalmente e revisar as imagens adquiridas para localizar T1; no topograma podem ser identificadas costelas e articulações para orientação.

Definição: Topograma — imagem de localização preliminar (scout) que delimita a cobertura do estudo e guia o posicionamento.

Contraste

  • O meio de contraste na TC não substitui a RM; a TC com contraste pode auxiliar em tumores ou componentes de partes moles quando a RM não está disponível, mas a RM continua sendo o padrão para tecido mole.

Reconstrução e reformatações

  • Reconstrução primária: uma para partes moles e outra para osso.
  • Kernels: filtro de baixa frequência (ou "passa-baixa") 20/40 para partes moles; filtro de alta frequência (ou "passa-alta") 70/90 para osso (fundamental para detectar traços finos de fratura).
  • Cortes: submilimétricos; detector de 1 mm ou menor (ex: 1/1 ou 1/0.7).
  • Reformatações: MPR (multiplanar reconstruction).
    • Coronal curvo: 2/2 mm para representar todos os corpos vertebrais em um mesmo plano.
    • Sagital estrito: 2/2 mm para avaliar luxações e a distância básion–odontoide.
    • Sagital oblíquo: para visualizar os forames de conjugação e as facetas articulares.

Definição: Coronal curvo — reformatação coronal que segue a curvatura fisiológica da coluna para alinhar todos os corpos vertebrais em uma única imagem representativa.

Coluna Torácica: biomecânica e fraturas características

Vulnerabilidade biomecânica da coluna toráci

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Traumatologia da coluna

Klíčové pojmy: Flexocompressiva: hiperflexão com fratura da parede posterior e risco de tetraplegia, Subluxação rotatória C1–C2: rotação fixa e perda de congruência articular, Topograma lateral é essencial para visualizar até C7, Reconstruções: kernel mole 20/40 e ósseo 70/90; cortes submilimétricos, Coronal curvo e sagital estrito 2/2 mm para avaliar luxações e distância básion–odontoide, Fratura de Jefferson: explosão de C1, sempre instável, Fratura do odontoide (Anderson–Alonso): tipo II é a mais instável, Fratura do enforcado: pars bilaterais de C2 e alto risco neurológico, TC para componente ósseo; RM para tecido mole e medula, Em pacientes pediátricos verificar núcleos de ossificação antes de diagnosticar fratura

## Introdução A traumatologia da coluna estuda as lesões que afetam a coluna vertebral por mecanismos traumáticos e sua repercussão na estabilidade vertebral e no conteúdo neurológico. Este material se concentra na coluna cervical e dorsal, abordando padrões de fratura, mecanismos de lesão, protocolos de imagem (especialmente TC) e considerações práticas para o estudo e o laudo radiológico. > Definição: A traumatologia da coluna é o conjunto de lesões ósseas e de partes moles da coluna vertebral causadas por forças externas que comprometem a arquitetura e/ou a integridade neurológica. ## Organização do Conteúdo - Lesões Cervicais: Mecanismos e Padrões (flexocompressiva, subluxação rotatória, C1–C2) - Técnicas de Aquisição e Reconstrução em TC Cervicodorsal - Lesões Dorsais: Fraturas por Compressão e Considerações Biomecânicas - Fraturas Específicas do Complexo C1–C2: Jefferson, Odontoide, do Enforcado - Pontos Técnicos e Recomendações Práticas ## Lesões cervicais: conceitos-chave ### Flexocompressiva - Mecanismo: hiperflexão brusca com comprometimento do muro posterior por irrupção óssea, separação articular e luxofratura. - Consequência: lesão altamente instável; compressão medular que pode resultar em tetraplegia. > Definição: Flexocompressiva — lesão por hiperflexão que gera esmagamento anterior do corpo vertebral e possível explosão do muro posterior, com risco medular. ### Subluxação rotatória C1–C2 - Clínica: perda de congruência articular entre C1 e C2, rotação dolorosa e fixação do pescoço. - Imagem: luxação das massas laterais de C1 sobre as superfícies articulares de C2. ### Dados clínicos importantes - Sempre manter colar cervical até que se descarte instabilidade por imagem ou decisão clínica. - Em pacientes pediátricos, diferenciar núcleos de ossificação de linhas de fratura. ## Protocolo técnico: aquisição cervical (TC) ### Preparação e posicionamento - Posição: decúbito dorsal, cabeça para o gantry, braços estendidos ao lado do corpo ou acima da cabeça; mento levemente elevado para abrir os espaços intervertebrais. - Topograma: crânio-caudal a partir da glabela; o lateral é fundamental para avaliar até C7. ### Parâmetros sugeridos - Topograma: 100–120 kVp, 30–40 mA (preferir 100 kVp, se houver necessidade de escolha). - Varredura: cobertura desde os rochedos (ossos temporais/petrous) até T1. - Exposição: 100–120 kVp e 150–180 mA com modulação de dose; atenção à transição entre C5–C6–C7 e T1 devido à perda de sinal. - Se o paciente for corpulento e C7 não for visualizado, ampliar o FOV caudalmente e revisar as imagens adquiridas para localizar T1; no topograma podem ser identificadas costelas e articulações para orientação. > Definição: Topograma — imagem de localização preliminar (scout) que delimita a cobertura do estudo e guia o posicionamento. ### Contraste - O meio de contraste na TC não substitui a RM; a TC com contraste pode auxiliar em tumores ou componentes de partes moles quando a RM não está disponível, mas a RM continua sendo o padrão para tecido mole. ### Reconstrução e reformatações - Reconstrução primária: uma para partes moles e outra para osso. - Kernels: filtro de baixa frequência (ou "passa-baixa") 20/40 para partes moles; filtro de alta frequência (ou "passa-alta") 70/90 para osso (fundamental para detectar traços finos de fratura). - Cortes: submilimétricos; detector de 1 mm ou menor (ex: 1/1 ou 1/0.7). - Reformatações: MPR (multiplanar reconstruction). - Coronal curvo: 2/2 mm para representar todos os corpos vertebrais em um mesmo plano. - Sagital estrito: 2/2 mm para avaliar luxações e a distância básion–odontoide. - Sagital oblíquo: para visualizar os forames de conjugação e as facetas articulares. > Definição: Coronal curvo — reformatação coronal que segue a curvatura fisiológica da coluna para alinhar todos os corpos vertebrais em uma única imagem representativa. ## Coluna Torácica: biomecânica e fraturas características ### Vulnerabilidade biomecânica da coluna toráci