Resumo de Políticas Públicas: Evolução e Estilos de Planejamento
Políticas Públicas: Evolução e Estilos de Planejamento
Introdução
A Administração Nacional da Previdência Social (ANSES) é o principal agente público responsável por financiar e administrar benefícios previdenciários, auxílios familiares e seguro-desemprego na Argentina. Entre 2016 e 2020, o financiamento, a estrutura de benefícios e o resultado fiscal do órgão sofreram mudanças relevantes devido a decisões normativas, judiciais e pelo impacto da pandemia de COVID-19. Este material resume essas mudanças, explica conceitos-chave e oferece exemplos e comparações para facilitar a compreensão.
1. Estrutura de recursos da ANSES
1.1 Principais fontes de financiamento
- Contribuições à seguridade social: contribuições patronais e pessoais. Entre 2016 e 2020, representaram, em média, cerca de $5{,}1%$ do PIB.
- Receitas tributárias vinculadas: impostos com destinação específica (IVA, imposto sobre débitos e créditos bancários —o "imposto do cheque"—, combustível, adicional sobre cigarros, monotributo, imposto P.A.I.S.).
- Contribuições figurativas / transferências do Tesouro: recursos que o Tesouro Nacional destina à ANSES para programas ou para compensar a perda de recursos preexistentes.
- Rendas da propriedade (FGS): rendas geradas pelo Fundo de Garantia de Sustentabilidade após a estatização de ativos das AFJP.
- Outras receitas: itens menores e recursos extraordinários (por exemplo, receitas da regularização fiscal em 2016-2017).
Definição: Contribuições figurativas — Transferências do Tesouro Nacional que figuram como receitas da ANSES para financiar programas ou cobrir déficits.
1.2 Mudanças relevantes nas receitas (2016-2020)
- Decisão da Suprema Corte (novembro de 2015) e seu efeito: eliminação gradual até 2020 da dedução de 15% da coparticipação bruta destinada à ANSES (pré-coparticipação). O Tesouro compensou essa perda.
- Regularização fiscal (Lei 27260/2016): receitas extraordinárias em 2016 ($1{,}3%$ do PIB) e 2017 ($0{,}4%$ do PIB) destinadas inicialmente à "reparação histórica".
- Consenso Fiscal (2017): substituição do imposto de renda pelo imposto sobre débitos e créditos bancários nas receitas vinculadas à ANSES (a partir de 2018), aumentando a arrecadação destinada.
- Criação do imposto P.A.I.S (Lei 27541/2019): 42% do arrecadado destinado à ANSES.
- Pandemia (2020): aumento de contribuições figurativas por transferências do Tesouro para financiar IFE e ATP; queda de rendas da propriedade por suspensão/perdão de parcelas e menor rendimento financeiro.
Você sabia que as receitas extraordinárias da regularização fiscal representaram $1{,}3%$ do PIB em 2016 e $0{,}4%$ em 2017?
2. Composição da despesa da ANSES
2.1 Principais itens
- Benefícios da seguridade social: aposentadorias e pensões do SIPA (regime geral, moratórias, regimes especiais e caixas transferidas), PNC, PUAM e outros pagamentos.
- Transferências correntes: auxílios familiares (contributivos e AUH), pagamentos extraordinários (IFE, ATP em 2020).
- Despesas figurativas: transferências que a ANSES realiza a outros órgãos (antes incluíam PNC administradas pelo Desenvolvimento Social).
- Despesas operacionais e de capital: administração e manutenção, de menor peso relativo.
Definição: PUAM — Pensão Universal para o Idoso; programa não contributivo criado pela Lei 27260/2016 com financiamento por receitas gerais.
2.2 Mudanças relevantes na despesa (2016-2020)
- Lei 27260/2016: criação da "reparação histórica" e da PUAM (ambas com impacto orçamentário distinto: a reparação teve impacto imediato e significativo; a PUAM cresce ao longo do tempo).
- Transferências administrativas: PNC por velhice e mães de 7 filhos passaram do Desenvolvimento Social para a ANSES (2017), modificando o registro da despesa.
- Reforma previdenciária (Lei 27426/2017): nova fórmula de reajuste (70% IPC, 30% salários) aplicada desde 2018; depois suspensa em 2019; em 2021, outra fórmula foi sancionada, que retomou elementos prévios.
- Pandemia (2020): IFE (1% do
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Financiamento ANSES
Klíčové pojmy: ANSES financiamiento mixto: aportes, impuestos afectos, contribuciones figurativas y rentas del FGS, Fallos y decretos (2015-2016) eliminaron la precoparticipación del 15% y el Tesoro la compensó, Sinceramiento fiscal (2016-2017) generó ingresos extraordinarios destinados a la reparación histórica, Reemplazo del impuesto a las ganancias por el impuesto al cheque incrementó recursos tributarios asignados desde 2018, Creación del impuesto P.A.I.S (2019) afectó a la ANSES con el 42% de la recaudación, Ley 27426/2017 cambió la fórmula de movilidad; fue suspendida en 2019 y reformulada en 2021, Pandemia 2020 elevó gasto (IFE, ATP) y dependencia de transferencias del Tesoro, Medición del resultado fiscal requiere excluir ingresos y gastos extraordinarios para evaluar sustentabilidad estructural, PUAM y reparación histórica modificaron la composición del gasto previsional, Ley 27574/2020 restringió uso del FGS para financiar la reparación histórica