Podcast sobre Gramática Portuguesa: Estrutura e Orações

Gramática Portuguesa: Estrutura e Orações | Guia Completo

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Gramática: Voz Ativa, Passiva e Orações Subordinadas0:00 / 7:31
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BeatrizQual é a única coisa em gramática que confunde 80% dos alunos na hora do exame? A diferença entre voz ativa e voz passiva. E hoje vamos garantir que nunca mais te enganas nisto.
MatheusExatamente! É mais simples do que parece, e dominar isto vai dar-te uma vantagem enorme.
Capítulos

Gramática: Voz Ativa, Passiva e Orações Subordinadas

Délka: 7 minut

Kapitoly

Voz Ativa vs. Voz Passiva

Frase Simples e Complexa

Coordenação vs. Subordinação

Orações Subordinadas Adjetivas

Orações Subordinadas Substantivas

Os 5 Tipos de Oração

Resumo e Despedida

Přepis

Beatriz: Qual é a única coisa em gramática que confunde 80% dos alunos na hora do exame? A diferença entre voz ativa e voz passiva. E hoje vamos garantir que nunca mais te enganas nisto.

Matheus: Exatamente! É mais simples do que parece, e dominar isto vai dar-te uma vantagem enorme.

Beatriz: Este é o Studyfi Podcast. Vamos diretos ao assunto.

Matheus: Ok, vamos começar com um exemplo claro. Frase ativa: "A Maria e a Ana dramatizaram bem o texto."

Beatriz: Certo. O sujeito, "A Maria e a Ana", está a praticar a ação de dramatizar.

Matheus: Perfeito. Agora, a mesma ideia na voz passiva: "O texto foi bem dramatizado pela Maria e pela Ana."

Beatriz: Ah, então agora o sujeito é "O texto", e ele está a *sofrer* a ação, não a fazê-la. É isso?

Matheus: É precisamente isso! Na ativa, o sujeito age. Na passiva, o sujeito recebe a ação. O segredo para a transformação é que o complemento direto da frase ativa... vira o sujeito da frase passiva.

Beatriz: Parece um truque de magia gramatical.

Matheus: Quase! E atenção a um pormenor importante: o verbo auxiliar e o particípio passado têm de concordar em género e número com o novo sujeito. Se for "A Ana dramatizou *os textos*", na passiva fica "Os textos foram dramatizados pela Ana".

Beatriz: Faz todo o sentido. O verbo adapta-se ao novo chefe da frase, o sujeito.

Matheus: Exato. E falando em frases, vamos a outra base: a diferença entre uma frase simples e uma complexa.

Beatriz: Esta parece mais direta. Simples é pequena, complexa é grande?

Matheus: É uma boa forma de começar, mas o que conta são os verbos. Uma frase simples tem apenas um verbo principal ou um complexo verbal. Por exemplo: "Os papagaios apresentam um magnífico bico curvo."

Beatriz: Um verbo, "apresentam". Uma oração. Simples. Percebido. E a complexa?

Matheus: A complexa tem dois ou mais verbos, ou seja, duas ou mais orações. Como em: "O comércio destas aves é ilegal, pois estão em vias de extinção."

Beatriz: Temos o verbo "é" e o verbo "estão". Duas orações. Portanto, frase complexa. Ok, isto está a fazer clique.

Matheus: E como é que estas orações se ligam? Através de dois processos: coordenação e subordinação.

Beatriz: Certo, os nomes já ouvi um milhão de vezes. Qual é a diferença na prática?

Matheus: Pensa assim: na coordenação, as orações são como amigas que andam juntas. Uma complementa a outra, mas cada uma tem a sua independência sintática. Elas são ligadas por conjunções, como em: "O papagaio tem cerca de 35 cm de comprimento *e* pesa cerca de 400 g."

Beatriz: Uma não depende da outra para fazer sentido. Entendido. E a subordinação?

Matheus: Ah, a subordinação é uma relação de dependência! Temos uma oração principal e uma oração subordinada que depende da principal para ter um sentido completo. É como um chefe e um empregado.

Beatriz: Adoro a analogia! O empregado não funciona sem as ordens do chefe.

Matheus: Exatamente! E há vários tipos de "empregados". Vamos ver as orações subordinadas adjetivas. Elas funcionam como um adjetivo, modificando um nome. Por exemplo, em vez de dizeres "As pessoas *muito faladoras*", podes dizer "As pessoas *que falam muito*."

Beatriz: A oração "que falam muito" está a fazer o mesmo trabalho que o adjetivo "faladoras".

Matheus: Isso mesmo. E podem ser restritivas, quando limitam o nome, como em "O carro *que comprei* é azul". Só aquele carro específico.

Beatriz: Ou podem ser explicativas, que dão uma informação extra e vêm entre vírgulas, certo? Tipo: "Esta cidade, *onde cresci*, tem mudado muito."

Matheus: Perfeito! A pausa das vírgulas é a chave para as identificar na escrita.

Beatriz: E para terminar, as substantivas. O nome já dá uma pista... funcionam como um nome?

Matheus: Bingo! A forma mais fácil de as identificar é tentar substituí-las por "isto" ou "isso". Vê só: "A Petra contou *que houve uma tertúlia literária*." Podes simplesmente dizer: "A Petra contou *isso*."

Beatriz: Que truque genial! E que funções é que elas podem ter na frase?

Matheus: Podem ser sujeito, complemento direto, complemento oblíquo... Por exemplo, em "É importante *que revejam os conteúdos*", a oração é o sujeito. Em "A mãe perguntou *se tínhamos teste*", é o complemento direto.

Beatriz: Uau. Afinal, a gramática tem uma lógica que, quando explicada assim, faz todo o sentido. Não é só decorar regras.

Matheus: De forma nenhuma! É perceber o sistema. E agora, com estes truques, estás mais do que preparado para o que aparecer no exame.

Beatriz: E essa lógica aplica-se a quase tudo, até a descrever animais, certo? Parece que estamos a entrar no nosso último tópico de hoje.

Matheus: Exatamente, Beatriz. Pensa num papagaio. Podemos dizer: "O papagaio tem 35 cm, pesa 400 g e pode viver 80 anos." Vês? São várias ideias ligadas por vírgulas e conjunções.

Beatriz: Certo. Mas como sabemos qual tipo de ligação usar?

Matheus: É aí que entram as classificações! Depende da conjunção. Se adicionas uma ideia, como "são robustos *e* apresentam belas plumagens", é uma oração copulativa.

Beatriz: E se for uma oposição? Como "ele é da América do Sul, *mas* podemos vê-lo na Europa"?

Matheus: Isso mesmo, é uma adversativa. Se apresentas uma alternativa, como "ou palra ou dá-nos bicadas", é disjuntiva. Cuidado com o papagaio!

Beatriz: Terei cuidado! E as últimas duas?

Matheus: Se ele é bom imitador, *logo* repete palavras, é uma conclusão. E se ele segue o dono *pois* gosta dele, é uma explicação. Vês? É bastante intuitivo.

Beatriz: A chave é mesmo olhar para a palavra de ligação. Ela conta-nos a história toda da relação entre as frases. Fantástico.

Matheus: Precisamente. Dominar isto dá-vos um controlo incrível na escrita. E lembrem-se, podem praticar com as atividades Gramatleta e o teste interativo na Subadigital.

Beatriz: E com esta dica de ouro, fechamos o nosso episódio. Obrigada a todos por ouvirem o Studyfi Podcast. Matheus, obrigada mais uma vez!

Matheus: Foi um prazer, Beatriz. Até à próxima e bons estudos!