Resumo de Fraturas Supracondilianas de Cotovelo Pediátricas
Fraturas Supracondilianas do Cotovelo Pediátrico: Guia Completo
Introdução
As fraturas e luxações do cotovelo na criança são lesões frequentes em pediatria e traumatologia infantil. As fraturas dos membros superiores representam cerca de 65% de todas as fraturas em crianças, e entre elas a fratura supracondiliana do úmero é a mais comum na região do cotovelo. Este material resume epidemiologia, mecanismos, apresentação clínica e aspectos práticos para o manejo inicial e a prevenção.
Definição: A fratura supracondiliana é uma descontinuidade óssea que se localiza na região distal do úmero acima dos côndilos umerais; as luxações são deslocamentos articulares que afetam a congruência do cotovelo.
Epidemiologia e fatores associados
- As fraturas de membros superiores são mais frequentes que as de membros inferiores (65%).
- Proporção meninos:meninas para fraturas únicas: $2.7:1$.
- Maior frequência no braço não dominante.
- Maior incidência no verão devido à maior atividade física.
- Probabilidade de fratura: meio urbano $6.8%$, rural $2.4%$.
- A fratura supracondiliana representa entre $55%$ e $75%$ das fraturas do cotovelo; constitui a principal causa de lesão traumática do cotovelo em crianças (aprox. $75%$) e é mais frequente entre os 5 e 8 anos.
Definição: Fratura supracondiliana do úmero: fratura localizada proximalmente aos côndilos umerais que pode ser classificada, de acordo com o deslocamento, em tipos de extensão ou flexão.
Mecanismos de Lesão
Os principais mecanismos para a fratura supracondiliana são:
- Queda sobre a palma da mão com o punho em dorsiflexão e o cotovelo em extensão (fratura em extensão, $,95%$ dos casos).
- Traumatismo direto sobre o olécrano com o cotovelo flexionado (fratura em flexão, $,5%$ dos casos).
Você sabia que dois em cada três pacientes hospitalizados por fraturas do cotovelo correspondem à fratura supracondiliana?
Classificação — conceitos-chave
- Tipo em extensão (mais comum): o foco da fratura se desloca de acordo com a força transmitida pela mão apoiada no chão.
- Tipo em flexão (menos comum): força direta sobre o olécrano.
| Característica | Tipo em extensão | Tipo em flexão |
|---|---|---|
| Mecanismo | Queda sobre a palma da mão com punho em dorsiflexão | Traumatismo direto sobre o olécrano |
| Porcentagem | 95% | 5% |
| Deslocamento típico | Posterior/anteroposterior | Anterior/compressão do segmento distal |
Quadro clínico
- Dor intensa no cotovelo
- Deformidade evidente ou perda do contorno articular
- Impotência funcional para mover o membro
- Equimose e edema local
- Sinais neurovasculares: avaliar pulso radial, cor e temperatura da mão, sensibilidade e função motora dos nervos terminais (nervo mediano, ulnar e radial)
Definição: Comprometimento neurovascular: alteração do pulso, perfusão ou função nervosa distal que pode complicar uma fratura deslocada do cotovelo.
Avaliação inicial e manejo de urgência (prático)
- Avaliação primária e controle do ABC (via aérea, respiração, circulação) em toda criança politraumatizada.
- Avaliação neurovascular do membro antes e depois de qualquer redução: pulso radial, enchimento capilar, sensibilidade nos dedos, mobilidade dos dedos.
- Imobilização provisória com tala posterior com o cotovelo a $20$–$30^\circ$ de flexão, se tolerável, evitando aplicar tração exagerada.
- Radiografias anteroposterior e lateral do cotovelo para classificar o deslocamento.
- Indicações de redução de urgência: deformidade evidente, comprometimento vascular, risco de lesão cutânea por pressão óssea.
Exemplo prático
Caso: criança de $6$ anos que caiu da bicicleta e apresenta dor e deformidade no cotovelo direito. Ao exame: pulso radial presente, parestesias discretas no primeiro e segundo dedos.
- Passo 1: imobilizar com tala posterior e analgésico.
- Passo 2: solicitar radiografias AP e lateral — confirmar fratura supracondiliana com desvio posterior do foco.
- Passo 3: se houver comprometimento neurovascular progressivo ->
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Fraturas do cotovelo em crianças
Klíčové pojmy: Fractura supracondílea es la lesión del codo más frecuente en pediatría, Mayor incidencia entre 5 y 8 años, Mecanismo mayoritario: caída sobre palma con codo en extensión (95%), Tipo en flexión ocurre por impacto directo sobre el olécranon (5%), Evaluar siempre pulso radial, llenado capilar y función nerviosa antes y después de la maniobra, Inmovilizar con férula posterior a $20$–$30^\circ$ de flexión hasta radiografía, Reducción urgente si hay compromiso vascular o deformidad significativa, Radiografías AP y lateral son indispensables para clasificación y manejo, Derivar a cirugía cuando fallo de reducción cerrada o compromiso neurovascular persistente, Educar familias sobre signos de alarma: palidez, ausencia de pulso, parestesias, Mayor incidencia en medio urbano ($6.8\%$) que rural ($2.4\%$), Niños presentan fracturas simples más frecuentemente que niñas en proporción $2.7:1$