Resumo de Farmacologia: Diuréticos e Soluções Intravenosas

Farmacologia: Diuréticos e Soluções Intravenosas Essenciais

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Introdução

Os diuréticos e a fluidoterapia são pilares no manejo de alterações do volume e do equilíbrio eletrolítico. Os diuréticos modificam a excreção renal de água e eletrólitos; a fluidoterapia repõe líquidos e corrige desequilíbrios. Compreender mecanismos, indicações, contraindicações e cuidados é essencial para a prática clínica segura.

Definição: Os diuréticos são fármacos que aumentam a eliminação de água e eletrólitos pela urina. A fluidoterapia é a administração de soluções intravenosas para restaurar ou manter o equilíbrio de líquidos e eletrólitos.

Classificação e mecanismos (conceitos-chave)

Diuréticos de Alça: Furosemida

  • Mecanismo: bloqueia o cotransportador Na⁺/K⁺/Cl⁻ no ramo ascendente espesso da alça de Henle, produzindo um grande aumento na diurese.
  • Características: diurético de teto alto (efeito forte e dose-dependente).
  • Vias: oral e endovenosa.

Definição: Diurético de teto alto = fármaco cuja eficácia diurética aumenta com a dose até um ponto alto antes de se estabilizar.

Tiazídicos: Hidroclorotiazida

  • Mecanismo: atuam no túbulo contorcido distal inibindo a reabsorção de Na⁺ e Cl⁻, menor potência que os diuréticos de alça.
  • Características: teto baixo (efeito limitado e menos dependente de doses altas).
  • Via: oral.

Diuréticos poupadores de potássio: Espironolactona

  • Mecanismo: antagonista da aldosterona que reduz a reabsorção de Na⁺ e a excreção de K⁺ no túbulo coletor cortical.
  • Características: preserva potássio; útil quando há risco de hipopotassemia.
  • Via: oral.

Fluidoterapia: Soro Fisiológico 0,9% (Cloreto de Sódio 0,9%)

  • Tipo: cristaloide isotônico com eletrólitos.
  • Indicações: reidratação isotônica do espaço extracelular, correção de hiponatremia por depleção de sódio quando indicado, e como diluente compatível para medicamentos IV.
  • Via: endovenosa, em infusão.

Definição: Solução isotônica = solução com osmolaridade semelhante à do plasma, que não provoca deslocamento líquido de água entre compartimentos ao ser administrada.

Indicações Resumidas

  • Furosemida: edema por insuficiência cardíaca congestiva, insuficiência renal crônica, síndrome nefrótica.
  • Hidroclorotiazida: hipertensão arterial, edema de origem específica, diabetes insípida nefrogênica.
  • Espironolactona: HAS essencial (adjunto), insuficiência cardíaca crônica classe III–IV, hiperaldosteronismo, cirrose com ascite, síndrome nefrótica.
  • Soro fisiológico 0.9%: desidratação isotônica, correção de sódio quando necessário, veículo IV.

Contraindicações e precauções

  • Furosemida: hipersensibilidade, hipovolemia ou desidratação, insuficiência renal anúrica, hipopotassemia, hiponatremia, estados pré-comatosos/comatosos por encefalopatia hepática, lactação.
  • Hidroclorotiazida: hipersensibilidade, anúria, depleção eletrolítica, diabetes descompensada, gravidez, lactação.
  • Espironolactona: hipersensibilidade, insuficiência renal moderada a grave; evitar em casos de hiperpotassemia.
  • Soro 0,9%: hipersensibilidade, hipervolemia, hipercloremia, hipernatremia, acidose, HAS grave.

Reações adversas (RAM) principais

  • Furosemida: alterações eletrolíticas (hipopotassemia), desidratação, hipotensão, possível piora da encefalopatia hepática, hemoconcentração.
  • Hidroclorotiazida: derrame coroide, pouco frequente; risco de hipopotassemia e sintomas de hipotensão ortostática.
  • Espironolactona: mal-estar, fadiga, ginecomastia, menstruação irregular, amenorreia; risco de hiperpotassemia.
  • Soro fisiológico: rash, taquicardia, hipercloremia, risco de sobrecarga hídrica se administrado em excesso.

Cuidados de enfermagem e manejo prático

  • Antes e após a administração de diuréticos: monitorar a diurese, peso, pressão arterial e frequência cardíaca.
  • Monitorar os níveis de eletrólitos: potássio, sódio e função renal (creatinina, TFG).
  • Observar sinais de hipovolemia: sede, hipotensão, taquicardia, pele fria, mucosas secas.
  • Registrar o balanço hídrico: ingestão e eliminação,
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Diuréticos e Fluidoterapia

Klíčové pojmy: A Furosemida bloqueia o cotransportador de Na⁺/K⁺/Cl⁻ na alça de Henle e é um diurético de teto alto., A Hidroclorotiazida atua no túbulo distal e é de teto baixo, indicada na HTA., A Espironolactona antagoniza a aldosterona e poupa potássio; há risco de hipercalemia., O Soro 0,9% é um cristalóide isotônico indicado para desidratação extracelular., Antes e depois de diuréticos, controlar diurese, peso, PA e FC., Monitorar eletrólitos: potássio, sódio e função renal com diuréticos., Evitar suplementos de potássio com espironolactona e educar sobre substitutos do sal., Administrar diuréticos pela manhã para reduzir a nictúria., Não usar furosemida em hipovolemia ou anúria; não usar tiazídicos na gravidez descompensada., Monitorar sinais de sobrecarga ao administrar soro 0,9% (edema, estertores).

## Introdução Os diuréticos e a fluidoterapia são pilares no manejo de alterações do volume e do equilíbrio eletrolítico. Os diuréticos modificam a excreção renal de água e eletrólitos; a fluidoterapia repõe líquidos e corrige desequilíbrios. Compreender mecanismos, indicações, contraindicações e cuidados é essencial para a prática clínica segura. > Definição: Os **diuréticos** são fármacos que aumentam a eliminação de água e eletrólitos pela urina. A **fluidoterapia** é a administração de soluções intravenosas para restaurar ou manter o equilíbrio de líquidos e eletrólitos. ## Classificação e mecanismos (conceitos-chave) ### Diuréticos de Alça: Furosemida - Mecanismo: bloqueia o cotransportador Na⁺/K⁺/Cl⁻ no ramo ascendente espesso da alça de Henle, produzindo um grande aumento na diurese. - Características: diurético de **teto alto** (efeito forte e dose-dependente). - Vias: oral e endovenosa. > Definição: Diurético de teto alto = fármaco cuja eficácia diurética aumenta com a dose até um ponto alto antes de se estabilizar. ### Tiazídicos: Hidroclorotiazida - Mecanismo: atuam no túbulo contorcido distal inibindo a reabsorção de Na⁺ e Cl⁻, menor potência que os diuréticos de alça. - Características: **teto baixo** (efeito limitado e menos dependente de doses altas). - Via: oral. ### Diuréticos poupadores de potássio: Espironolactona - Mecanismo: antagonista da aldosterona que reduz a reabsorção de Na⁺ e a excreção de K⁺ no túbulo coletor cortical. - Características: preserva potássio; útil quando há risco de hipopotassemia. - Via: oral. ## Fluidoterapia: Soro Fisiológico 0,9% (Cloreto de Sódio 0,9%) - Tipo: cristaloide isotônico com eletrólitos. - Indicações: reidratação isotônica do espaço extracelular, correção de hiponatremia por depleção de sódio quando indicado, e como diluente compatível para medicamentos IV. - Via: endovenosa, em infusão. > Definição: Solução isotônica = solução com osmolaridade semelhante à do plasma, que não provoca deslocamento líquido de água entre compartimentos ao ser administrada. ## Indicações Resumidas - Furosemida: edema por insuficiência cardíaca congestiva, insuficiência renal crônica, síndrome nefrótica. - Hidroclorotiazida: hipertensão arterial, edema de origem específica, diabetes insípida nefrogênica. - Espironolactona: HAS essencial (adjunto), insuficiência cardíaca crônica classe III–IV, hiperaldosteronismo, cirrose com ascite, síndrome nefrótica. - Soro fisiológico 0.9%: desidratação isotônica, correção de sódio quando necessário, veículo IV. ## Contraindicações e precauções - Furosemida: hipersensibilidade, hipovolemia ou desidratação, insuficiência renal anúrica, hipopotassemia, hiponatremia, estados pré-comatosos/comatosos por encefalopatia hepática, lactação. - Hidroclorotiazida: hipersensibilidade, anúria, depleção eletrolítica, diabetes descompensada, gravidez, lactação. - Espironolactona: hipersensibilidade, insuficiência renal moderada a grave; evitar em casos de hiperpotassemia. - Soro 0,9%: hipersensibilidade, hipervolemia, hipercloremia, hipernatremia, acidose, HAS grave. ## Reações adversas (RAM) principais - Furosemida: alterações eletrolíticas (hipopotassemia), desidratação, hipotensão, possível piora da encefalopatia hepática, hemoconcentração. - Hidroclorotiazida: derrame coroide, pouco frequente; risco de hipopotassemia e sintomas de hipotensão ortostática. - Espironolactona: mal-estar, fadiga, ginecomastia, menstruação irregular, amenorreia; risco de hiperpotassemia. - Soro fisiológico: rash, taquicardia, hipercloremia, risco de sobrecarga hídrica se administrado em excesso. ## Cuidados de enfermagem e manejo prático - Antes e após a administração de diuréticos: monitorar a diurese, peso, pressão arterial e frequência cardíaca. - Monitorar os níveis de eletrólitos: potássio, sódio e função renal (creatinina, TFG). - Observar sinais de hipovolemia: sede, hipotensão, taquicardia, pele fria, mucosas secas. - Registrar o balanço hídrico: ingestão e eliminação,