Resumo de Chile Crece Contigo: Cuidado Materno-Infantil

Chile Crece Contigo: Cuidado Materno-Infantil Integral

Introdução

A assistência clínica obstétrica aborda o manejo de emergências maternas durante a gravidez, parto e puerpério. Este material resume medidas urgentes e decisões-chave diante de complicações como eclampsia, edema cerebral, interrupção da gravidez por risco materno, metrorragias da segunda metade da gestação e rotura uterina. É destinado a estudantes universitários que precisam integrar medidas diagnósticas, terapêuticas e critérios para procedimentos obstétricos urgentes.

Definição: A assistência clínica obstétrica é o conjunto de ações médicas, de enfermagem e de suporte direcionadas a garantir a estabilidade hemodinâmica e neurológica da mulher gestante diante de complicações agudas, bem como a tomada de decisões sobre a interrupção da gravidez quando o risco materno ou fetal assim o exige.

Manejo da eclâmpsia e convulsões na gestante

Objetivos Imediatos

  • Proteger a via aérea e assegurar ventilação adequada
  • Controlar a crise convulsiva
  • Estabilizar a hemodinâmica e o equilíbrio ácido-básico
  • Avaliar e tratar o edema cerebral
  • Planejar e, se indicado, proceder à interrupção da gravidez

Suporte Inicial e Monitorização

  • Hospitalizar em área de cuidados intermediários ou UTI obstétrica conforme a gravidade
  • Manter via aérea permeável; instalar acesso venoso de grosso calibre
  • Monitorizar sinais vitais, diurese e batimentos cardiofetais

Definição: Kit para eclâmpsia é um conjunto pré-configurado com seringas, agulhas, MgSO4, gluconato de cálcio e guias de dosagem para administração imediata em crise convulsiva.

Sulfato de Magnésio (MgSO4): prevenção e tratamento

  • Prevenção: dose de ataque de 5 g em 50–100 ml de soro glicosado a 5%, seguida de infusão contendo 10–20 g adicionados ao soro e velocidade que administre $1$–$2\ \mathrm{g/h}$.
  • Tratamento da crise: dose de ataque de 5 g de solução a 20% em $15$–$30\ \mathrm{min}$, seguida de infusão contínua a $2\ \mathrm{g/h}$.
  • Requisitos para manter a dose de manutenção: reflexo patelar presente, frequência respiratória $>12\ \mathrm{min}^{-1}$, diurese $>100\ \mathrm{ml}$ em $4\ \mathrm{h}$.
  • Toxicidade: se surgirem sinais clínicos de superdosagem (depressão respiratória, perda do reflexo patelar, oligúria), administrar gluconato de cálcio 10 ml a 10% em 3 minutos.

Você sabia que com vigilância clínica adequada nem sempre é necessário medir os níveis plasmáticos de MgSO4 para evitar toxicidade? Os valores de referência são $6$–$8\ \mathrm{mEq/L}$ (ótimos) e >$10\ \mathrm{mEq/L}$ (tóxicos).

Crises Convulsivas Recorrentes ou Estado de Mal Epiléptico

  • Considerar anestésicos gerais (por exemplo, tiopental/pentotal), estabilizar e proceder à interrupção da gravidez conforme indicação obstétrica.
  • Realizar estudo de imagens neurológicas após a estabilização da puérpera.
  • Manter o kit para eclâmpsia disponível para administração rápida.

Avaliação Neurológica e Edema Cerebral

  • Mulher com >2 crises ou comprometimento neurológico: solicitar imagem cerebral (TC ou RNM) e considerar punção lombar se houver suspeita de hemorragia subaracnoidea e a imagem não for conclusiva.
  • Tratamento do edema cerebral: dexametasona intravenosa 10–20 mg, seguida de 6 mg a cada 6 horas até melhora clínica.

Interrupção da Gravidez por Eclâmpsia

  • É razoável interromper a gravidez após o controle das convulsões, dos níveis pressóricos e a recuperação da consciência.
  • Antes de interromper: verificar a contagem plaquetária.
  • Via de resolução do parto: indução com ocitócicos ou cesariana conforme as condições obstétricas.
  • Anestesia: preferir bloqueios regionais (peridural/raquidiana) salvo indicação de anestesia geral.

Metrorragias na segunda metade da gestação

Conceitos-chave

  • A metrorragia após as 24 semanas exige decisões influenciadas pela viabilidade fetal.
  • Incidência aproximada: $2$–$5%$ das gestantes na segunda metade da gestação.
  • Causas principais: descolamento prematuro de placenta normoinserta (DPPNI), placenta prévia (
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Atendimento obstétrico agudo

Klíčové pojmy: Proteger vía aérea y vía venosa en eclampsia inmediatamente, MgSO4 profiláctico: carga 5 g y mantención $1$–$2\ \mathrm{g/h}$, MgSO4 en convulsión: carga 5 g en $15$–$30$ min y mantención $2\ \mathrm{g/h}$, Suspender MgSO4 si reflejo patelar ausente, FR ≤12/min o diuresis ≤100 ml/4 h, En toxicidad de MgSO4 administrar gluconato de calcio 10 ml al 10% en 3 min, Antes de interrupción obstétrica comprobar recuento plaquetario y estabilidad hemodinámica, Evitar tacto vaginal en metrorragia hasta confirmar localización placentaria por ecografía, Rotura uterina sospechar ante dolor brusco, sufrimiento fetal y palpación de partes; cesárea de urgencia

## Introdução A assistência clínica obstétrica aborda o manejo de emergências maternas durante a gravidez, parto e puerpério. Este material resume medidas urgentes e decisões-chave diante de complicações como eclampsia, edema cerebral, interrupção da gravidez por risco materno, metrorragias da segunda metade da gestação e rotura uterina. É destinado a estudantes universitários que precisam integrar medidas diagnósticas, terapêuticas e critérios para procedimentos obstétricos urgentes. > Definição: A assistência clínica obstétrica é o conjunto de ações médicas, de enfermagem e de suporte direcionadas a garantir a estabilidade hemodinâmica e neurológica da mulher gestante diante de complicações agudas, bem como a tomada de decisões sobre a interrupção da gravidez quando o risco materno ou fetal assim o exige. ## Manejo da eclâmpsia e convulsões na gestante ### Objetivos Imediatos - Proteger a via aérea e assegurar ventilação adequada - Controlar a crise convulsiva - Estabilizar a hemodinâmica e o equilíbrio ácido-básico - Avaliar e tratar o edema cerebral - Planejar e, se indicado, proceder à interrupção da gravidez ### Suporte Inicial e Monitorização - Hospitalizar em área de cuidados intermediários ou UTI obstétrica conforme a gravidade - Manter via aérea permeável; instalar acesso venoso de grosso calibre - Monitorizar sinais vitais, diurese e batimentos cardiofetais > Definição: Kit para eclâmpsia é um conjunto pré-configurado com seringas, agulhas, MgSO4, gluconato de cálcio e guias de dosagem para administração imediata em crise convulsiva. ### Sulfato de Magnésio (MgSO4): prevenção e tratamento - Prevenção: dose de ataque de 5 g em 50–100 ml de soro glicosado a 5%, seguida de infusão contendo 10–20 g adicionados ao soro e velocidade que administre $1$–$2\ \mathrm{g/h}$. - Tratamento da crise: dose de ataque de 5 g de solução a 20% em $15$–$30\ \mathrm{min}$, seguida de infusão contínua a $2\ \mathrm{g/h}$. - Requisitos para manter a dose de manutenção: reflexo patelar presente, frequência respiratória $>12\ \mathrm{min}^{-1}$, diurese $>100\ \mathrm{ml}$ em $4\ \mathrm{h}$. - Toxicidade: se surgirem sinais clínicos de superdosagem (depressão respiratória, perda do reflexo patelar, oligúria), administrar gluconato de cálcio 10 ml a 10% em 3 minutos. Você sabia que com vigilância clínica adequada nem sempre é necessário medir os níveis plasmáticos de MgSO4 para evitar toxicidade? Os valores de referência são $6$–$8\ \mathrm{mEq/L}$ (ótimos) e >$10\ \mathrm{mEq/L}$ (tóxicos). ### Crises Convulsivas Recorrentes ou Estado de Mal Epiléptico - Considerar anestésicos gerais (por exemplo, tiopental/pentotal), estabilizar e proceder à interrupção da gravidez conforme indicação obstétrica. - Realizar estudo de imagens neurológicas após a estabilização da puérpera. - Manter o kit para eclâmpsia disponível para administração rápida. ### Avaliação Neurológica e Edema Cerebral - Mulher com >2 crises ou comprometimento neurológico: solicitar imagem cerebral (TC ou RNM) e considerar punção lombar se houver suspeita de hemorragia subaracnoidea e a imagem não for conclusiva. - Tratamento do edema cerebral: dexametasona intravenosa 10–20 mg, seguida de 6 mg a cada 6 horas até melhora clínica. ### Interrupção da Gravidez por Eclâmpsia - É razoável interromper a gravidez após o controle das convulsões, dos níveis pressóricos e a recuperação da consciência. - Antes de interromper: verificar a contagem plaquetária. - Via de resolução do parto: indução com ocitócicos ou cesariana conforme as condições obstétricas. - Anestesia: preferir bloqueios regionais (peridural/raquidiana) salvo indicação de anestesia geral. ## Metrorragias na segunda metade da gestação ### Conceitos-chave - A metrorragia após as 24 semanas exige decisões influenciadas pela viabilidade fetal. - Incidência aproximada: $2$–$5\%$ das gestantes na segunda metade da gestação. - Causas principais: descolamento prematuro de placenta normoinserta (DPPNI), placenta prévia (