Resumo de Cardiologia e Manejo de Emergências Cardíacas
Cardiologia e Manejo de Emergências Cardíacas: Guia Essencial
Introdução
A cardiologia estuda as doenças do coração e dos vasos sanguíneos, seu diagnóstico e tratamento. Este material resume complicações da hipertensão arterial (HA), tipos e manejo da insuficiência cardíaca, diagnóstico e tratamento da doença coronariana e o manejo inicial da dor torácica e do infarto agudo do miocárdio (IAM). Também inclui o algoritmo básico de reanimação cardiopulmonar (RCP) avançada.
Complicações da hipertensão arterial (HA)
Definição: A HA é uma elevação sustentada da pressão arterial que danifica órgãos-alvo ao longo do tempo.
- Principais complicações:
- Cardiopatia isquêmica
- Insuficiência cardíaca
- Acidente Vascular Cerebral (AVC / derrame)
- Nefropatia crônica
- Retinopatia hipertensiva
Você sabia que a complicação neurológica mais frequente da HA é o AVC isquêmico? Essa associação explica a necessidade de controlar agressivamente os fatores de risco.
Insuficiência cardíaca (IC)
Definição: Síndrome clínico causado pela incapacidade do coração para bombear sangue em quantidade suficiente ou fazê-lo às custas de elevadas pressões de enchimento.
Tipos conforme fração de ejeção (FE)
| Tipo | Fração de ejeção (FE) |
|---|---|
| HFrEF (reduzida) | FE < 40% |
| HFmrEF (intermediária) | FE 40–49% |
| HFpEF (preservada) | FE ≥ 50% |
- Importância: a classificação orienta o tratamento e o prognóstico.
Exemplo clínico
- Paciente com dispneia progressiva, edema de membros inferiores e FE 35% → classificado como HFrEF; manejo focado em inibidores do sistema renina-angiotensina e betabloqueadores.
Doença Arterial Coronariana (DAC)
Definição: Acometimento das artérias coronárias por aterosclerose que reduz o fluxo sanguíneo para o miocárdio.
Diagnóstico
- Clínica: angina típica (dor torácica opressiva, irradiada para o braço esquerdo/jugular), equivalentes anginosos
- Eletrocardiograma (ECG)
- Testes de esforço (esteira ergométrica, ecocardiograma de estresse)
- Coronariografia (padrão-ouro para visualização anatômica)
Manejo farmacológico
- Antiagregantes: aspirina
- Estatinas para reduzir o colesterol
- Betabloqueadores para reduzir a demanda miocárdica
- Nitratos para alívio sintomático
- IECA para proteção cardiovascular em pacientes selecionados
Manejo invasivo/cirúrgico
- Intervenção Coronária Percutânea (ICP): angioplastia com stent
- Cirurgia de Revascularização do Miocárdio: bypass coronariano
Curiosidade: A coronariografia permite visualizar a luz arterial e a presença de estenoses que nem sempre se correlacionam com a dor, por isso, a clínica e os testes funcionais continuam sendo importantes.
Dor torácica e manejo inicial do IAM
Definição: O IAM é a necrose miocárdica por isquemia prolongada, habitualmente por trombose coronariana sobre placa aterosclerótica.
Abordagem inicial da dor torácica suspeita de IAM
- Avaliação ABC (via aérea, respiração, circulação) e suporte vital
- Monitorização contínua
- Realizar ECG nos primeiros 10 minutos
- Dosar troponinas seriadas
- Oxigênio se SatO2 < 90%
- Administrar aspirina (antiagregante)
- Nitroglicerina sublingual para alívio da dor (se não contraindicado)
- Morfina somente se dor intensa e refratária
Tratamento do IAM com elevação do ST (STEMI)
- Reperfusão imediata:
- Angioplastia primária (ICP) preferível se realizada em um tempo porta-balão < 90 minutos
- Fibrinólise se a angioplastia não estiver disponível e o tempo for adequado, idealmente < 30 minutos do primeiro contato
Exemplo prático: Paciente com dor torácica e elevação do ST em derivações precordiais, hospital com hemodinâmica ativa → objetivo: ICP primária em menos de 90 minutos.
Código azul – RCP avançada (parada cardíaca)
Definição: Série de manobras para restabelecer a perfusão em parada cardíaca.
Algoritmo básico (resumo)
- Confirmar a parada e solicitar ajuda
- Iniciar compressõ
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Cardiologia Essencial
Klíčové pojmy: A HAS causa doença cardíaca isquêmica, insuficiência cardíaca, AVC, nefropatia crônica e retinopatia, Insuficiência cardíaca: HFrEF FE < 40%, HFmrEF FE 40–49%, HFpEF FE ≥ 50%, Na suspeita de doença coronariana, usar a clínica, ECG, testes de esforço e coronariografia, Tratamento medicamentoso da DRC: aspirina, estatinas, betabloqueadores, nitratos, IECA, Revascularização: ICP com stent ou bypass coronário conforme indicação, Abordagem inicial da dor torácica: ABC, ECG em 10 min, troponinas, aspirina, nitroglicerina, STEMI requer reperfusão imediata: ICP < 90 min ou fibrinólise < 30 min se não houver ICP, RCPA: compressões torácicas, desfibrilação para FV/TV, adrenalina a cada 3–5 min, amiodarona em FV/TV refratária, Ritmos desfibriláveis: FV e TVSP; não desfibriláveis: assistolia e AESP, Oxigênio somente se SatO2 < 90% no manejo inicial do IAM