Resumo de Anomalias da Inserção Placentária
Anomalias de Inserção Placentária: Guia Completa para Estudantes
Introdução
A placenta anômala inclui condições que colocam em risco a saúde materna e fetal devido a hemorragia, dificuldade cirúrgica e necessidade de intervenções maiores. Este material resume o diagnóstico e o manejo prático de placenta prévia, placenta acreta (incluindo increta e percreta) e vasa prévia, bem como medidas para prever e prevenir hemorragia maciça. É destinado a estudantes universitários de ciências da saúde e médicos em formação.
Definição: A placenta prévia é a implantação da placenta que cobre total ou parcialmente o orifício cervical interno. A placenta acreta/increta/percreta são graus de invasão anormal do trofoblasto no miométrio e em órgãos adjacentes. Vasa prévia é a passagem de vasos fetais desprotegidos pelas membranas sobre o orifício cervical.
Placenta prévia: diagnóstico e conduta
Princípios gerais
- Não se recomenda o uso rotineiro de tocolíticos com a finalidade exclusiva de prolongar a gestação em placenta prévia.
- Recomenda-se considerar tocolíticos por 48 horas quando há ameaça de parto prematuro e se necessita de tempo para completar o esquema de maturação pulmonar (corticoterapia fetal).
Definição: Tocolíticos são fármacos usados para inibir as contrações uterinas temporariamente.
Considerações cirúrgicas na cesariana
- Na cesariana por placenta prévia, considerar incisão mediana infraumbilical para melhorar o acesso e o controle dos vasos.
- Evitar incidir a placenta ao realizar a histerotomia e durante a extração neonatal: planejar o sítio de entrada e a técnica para minimizar o sangramento.
- Recomenda-se anestesia regional durante a cesariana em pacientes com placenta prévia ou inserção baixa se a situação hemodinâmica permitir.
Controle da hemorragia obstétrica
- Uso inicial de uterotônicos (ocitocina, ergóticos conforme o contexto) para tentar controlar a atonia.
- Se persistir hemorragia obstétrica apesar dos uterotônicos, recomenda-se: balões intrauterinos ou técnicas cirúrgicas conservadoras como ligadura das artérias uterinas, ligadura das artérias hipogástricas, ou suturas compressivas.
- Realizar histerectomia obstétrica se o controle não for alcançado com técnicas conservadoras.
Exemplo prático
Caso: paciente com placenta prévia total, sangramento intermitente e ameaça de parto prematuro às 34 semanas. Administra-se tocolítico por 48 horas para permitir a maturação pulmonar; programa-se cesariana com equipe preparada para controle de hemorragia e banco de sangue.
Placenta acreta: diagnóstico e manejo
Definição: Placenta acreta é a aderência anormal da placenta ao miométrio; increta implica invasão mais profunda e percreta implica penetração até a serosa ou estruturas adjacentes.
Recomendações cirúrgicas
- Em casos de placenta acreta, increta ou percreta, recomenda-se realizar histerectomia total abdominal, deixando a placenta in situ, em vez de histerectomia subtotal, quando se decide pela remoção do útero; isso reduz complicações por tecido placentário remanescente.
- No percretismo vesical, considerar cistotomia intencional e ressecção do tecido afetado com a equipe urológica disponível.
Técnicas não recomendadas de rotina
- Não se recomenda o uso rotineiro de procedimentos de radiologia intervencionista (p. ex., oclusão ou embolização profilática) para o manejo do acretismo placentário, dada a falta de evidências contundentes sobre segurança e efetividade.
- Não se recomenda o uso rotineiro de metotrexato como terapia adjuvante no manejo conservador do acretismo placentário.
Preservação uterina
- Preservar o útero apenas em contextos muito selecionados: paciente hemodinamicamente estável, equipe cirúrgica experiente em centro de terceiro nível, consentimento informado detalhado e conhecimento dos riscos. A evidência é limitada e a decisão deve ser individualizada.
Exemplo prático
Caso: segunda cesariana em paciente com suspeita ecográfica de placenta increta. Planejar cesariana em centro terciár
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Manejo de placenta anômala
Klíčové pojmy: No usar tocolíticos rutinarios para prolongar gestación en placenta previa, Considerar tocolíticos por 48 horas para completar madurez pulmonar en amenaza de parto pretérmino, En cesárea por placenta previa, usar incisión media infraumbilical y evitar incidir la placenta, Si persiste hemorragia tras uterotónicos, usar balón intrauterino o técnicas conservadoras (ligaduras, suturas), Practicar histerectomía obstétrica si las medidas conservadoras no controlan la hemorragia, En placenta acreta/increta/percreta, preferir histerectomía total dejando placenta in situ, No recomendar embolización profiláctica ni metotrexato de rutina para acretismo placentario, Conservar útero solo en centros terciarios con equipo experto y consentimiento informado, No retrasar interrupción de gestación ante vasa previa confirmada, Longitud cervical ≤ 35 mm por ecografía endovaginal se asocia a mayor riesgo de cesárea pre-término por hemorragia masiva, Tener protocolo de hemorragia masiva con sangre O negativo disponible, Factores de riesgo para transfusión masiva: edad gestacional <37s, cesárea previa, placenta anterior, cervix esponjoso, sospecha de acretismo placentario